3ª Idade
28 de outubro de 2016
Somente pela Graça
1 de novembro de 2016

A Missão Surdos possui atualmente mais de 230 surdos que integram o rol de membros da CELSP. Fazem parte das atividades desta missão o ensino confirmatório, cultos, grupos de jovens e adultos, estudos bíblicos, retiros e demais atividades visando o crescimento espiritual; além de diversas programações de lazer e entretenimento esportivo e lúdico, buscando a integração, interação e o envolvimento dos surdos entre si e com as pessoas da congregação.

Histórico

A Missão Surdos tem a sua origem na fundação da Escola Especial Concórdia – cuja mantenedora conhecida como CEDA (Centro Educacional para Deficientes Auditivos) atualmente já foi extinta. A escola, hoje chamada Unidade de Ensino Especial Concórdia – ULBRA iniciou no porão da Comunidade Concórdia de Porto Alegre, em 1966, através do casal Martim Warth e Naomi Hoerlle Warth. Os primeiros alunos, os irmãos Sérgio, Ester e Edi Paula Linden, foram inicialmente contatados pela professora de Escola Bíblica Naomi para lhes falar sobre Jesus. Este primeiro contato despertou nela o interesse e o amor pela causa dos surdos. Em 1970, a Congregação São Paulo, decide apoiar o trabalho da escola, justificando ser esta a sua ação social junto à sociedade. Desde então, a congregação participa de forma direta e significativa junto aos surdos.

Em 15 de novembro de 1981, os teologandos Ely Prieto e Ricardo Sander, traduzem o primeiro culto na Comunidade Concórdia, Porto Alegre, usando as mãos para se comunicarem com os surdos – a linguagem de sinais, assim conhecida na época. Na década de 80, a escola passa a usar o método da Comunicação Total (fala, expressão corporal, linguagem de sinais, etc). Em 1983, a Congregação São Paulo chama o formando em teologia Ely Prieto para ser o pastor na escola (capelão). Mesmo com atividades entre a congregação ouvinte, sua tarefa predominante foi dentro da escola, juntamente com o professor Ricardo Sander.

Em 1991, o pastor Ely Prieto deixa o Brasil para os seus estudos de mestrado nos Estados Unidos e a Missão Surdos passa a ter o pastor Ricardo Sander como capelão junto à escola, compartilhando as aulas de Ensino Religioso com o teologando Klaus Kuchenbecker, o qual se encontrava na escola desde meados de 1989. O pastor Ricardo Sander foi o responsável por levar os cultos para os surdos, aos sábados, que eram realizados na escola, para dentro do templo da Congregação São Paulo. Assim, a Missão Surdos passou a ser mais vista e reconhecida pela congregação. Este envolvimento permitiu a construção de uma identidade maior dentro da Congregação São Paulo, mesmo diante dos muitos desafios e limitações que eram pertinentes a esta missão.
Com a saída do pastor Ricardo Sander, a congregação chamou o pastor Guilherme Becker para atender os trabalhos com os surdos em 1994; permanecendo até 1997 – período durante o qual as atividades de capelania na escola eram respondidas pelo então bacharel em teologia Klaus Kuchenbecker. Com saída do pastor Guilherme Becker a Missão Surdos ficou sem pastor na congregação por dois anos, sendo somente assistida por traduções em suas atividades de culto e instrução. Em 1999, o pastor Klaus Kuchenbecker aceitou o chamado para atender predominantemente a Missão Surdos na Congregação São Paulo, deixando assim a escola. Em 2000, o pastor Marcelo Müller assume os trabalhos de capelania escolar. Em 2006, o pastor Rafael Ott substitui o capelão Marcelo, visto sua saída para Carazinho/RS. E em 2010 a Congregação São Paulo chama o pastor Rafael Ott, o qual aceita o chamado, passando assim a atuar juntamente com o pastor Klaus Kuchenbecker no atendimento à Missão Surdos e demais atividades da CELSP.