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Texto: Marcos 6.1-5

Por acaso ele não é o carpinteiro, filho de Maria? Não é irmão de Tiago, José, Judas e Simão? As suas irmãs não moram aqui? Por isso ficaram desiludidos com ele”. (Mc 6.3)

Vivemos a era da indústria dos ofendidos. Duas áreas ilustram esse fato. Uma delas é o politicamente correto. Se você não usar a palavra eleita para designar tal pessoa, conceito, lugar ou escolha, está estabelecida a ofensa. Outra é a expressão de ensinos bíblicos. Afirmar o que se crê e confessa ofende e agride sensibilidades e ideologias. Existem situações em que, realmente, somos ofendidos. Mas hoje o exagero é perceptível.

Em Nazaré, cidade de Jesus, pessoas se sentiram ofendidas pela sua presença e ação. E ele estava lá justamente utilizando as palavras certas para falar com as pessoas e ensinando a verdade da Palavra de Deus. Ofendidas, disseram: “Por acaso ele não é o carpinteiro, filho de Maria? Não é irmão de Tiago, José, Judas e Simão? As suas irmãs não moram aqui?” (Mc 6.3).

Mas o Salvador não se faz de ofendido. Imagine se, diante das pessoas famintas que ele alimentou, ele se ofendesse e dissesse: “Vocês estão aqui só porque dou comida, não é? Certo, então não tem mais”.

Especialmente diante dos que o prendiam, diante dos que o maltratavam, diante dos que, injustamente, o pregavam em uma cruz, Jesus tinha todos os motivos para ir a Roma e processar todo mundo. Mas não o fez. Ao ser ofendido, em troca ofereceu amor.

Sua morte ofensiva, numa cruz, nos dá perdão. Ele veio não para se fazer de ofendido, mas para perdoar as nossas ofensas. Dar a oportunidade de vivermos a vida onde emoções são subordinadas a princípios. Por causa dessa fé, somos chamados à prática que ofende a mentalidade humana: ouvir, compreender, ajudar. Perdoar, respeitar, amar.

Diante da indústria da ofensa, o perdão, que cobre nossa multidão de ofensas, não pode ser fabricado. É oferecido. De graça.

Oremos: Obrigado, querido Jesus, por perdoares minhas ofensas e por me ajudares a ser compreensivo com meu próximo. Amém.